Férias na água com segurança!

Os afogamentos ocorrem, por norma, de forma rápida e silenciosa. Em menos de 2 minutos uma criança pode perder a consciência e após 4 minutos com a cabeça submersa podem acontecer danos irreversíveis no seu cérebro.

"Em Portugal, na última década, pelo menos 189 crianças foram vítimas de afogamento." Todos sabemos que as férias, o ambiente de brincadeira, dá origem a distrações, e com estas podem vir os acidentes. É no sentido de prevenir estes acidentes, que hoje, partilhamos consigo algumas regras para que o seu filho esteja sempre em segurança na água.

  • É fundamental que, enquanto responsável pela vigilância da criança, esteja uma pessoa que seja capaz de intervir em caso de acidente.
  • Assim que possível ensine a criança a nadar, logo a partir dos 3 e meio 4 anos.
  • Ensine à criança, que perto da água deve ter comportamentos seguros, não incentivando brincadeiras perigosas como empurrões para água, ou mergulhos de pontões. Desta forma gradualmente deverá ficar sensibilizada para o perigo da água desde cedo.
  • Eduque a criança que nunca se deve aproximar da água ou tentar nadar sozinha, nem deverá mergulhar de cabeça sem conhecimento da profunidade da água ou da existência de rochas, pedras ou desníveis no fundo.
  • Incentive o uso de braçadeiras e coletes salva-vidas, pois a sua utilização pode salvar uma vida. Tenha sempre em conta que estes dispositivos devem ser sempre adequados ao peso da criança e respeitar as normas de segurança, e claro, atenção redobrada com uso de algumas bóias e colchões, pois muitos facilmente se podem virar e ser arrastados com o vento ou ondulação.
  • As braçadeiras devem acabar de ser enchidas já depois de colocadas no braço da criança para que fiquem bem ajustadas e a criança não as consiga remover com facilidade.
  • Os coletes salva-vidas, não podem ser insufláveis, e devem ser usados por todas as crianças e até adultos, independemente da sua idade, quando se tratarem de desportos aquáticos ou passeios de barco. Se se tratarem de águas agitadas, turvas ou profundas a recomendação do seu uso deve ser ainda mais reforçada.

PISCINAS PRIVADAS - RECOMENDAÇÕES

  • Tenha sempre por perto uma bóia ou cabo extensivel perto da piscina.
  • Quando a criança sair da piscina, retire todos os brinquedos que esta possa querer voltar para apanhar.
  • Certifique-se de que na presença de crianças a piscina tem um dispositivo de proteção,  algo que faça barreira, e impeça a criança de de cair, como uma vedação com um portão, que não seja escalável, e que de alguma forma permita sempre ver o que se passa na piscina.
  • Garanta que os mecanismos de aspiraç~ao da piscina estão devidamente tapados por grelhas.
  • A colocação de um alarme deve ser ponderada, pois é um bom auxiliar de vigilância, mas lembre-se que não sustitui uma vedação.

PRAIAS E PISCINAS PÚBLICAS - RECOMENDAÇÕES

  • Escolha sempre piscinas e praias com vigilância.
  • Nas piscinas dê atenção às marcas de profunidade, especialmente se não se sente à confortável com águas profundas.
  • No caso de de optar por fazer praia, respeite as recomendações de segurança respresentadas pelas bandeiras:
    • Bandeira Verde: Indica que o mar está calmo e que pode nadar e mergulhar.
    • Bandeira Amarela: Indica que deve estar alerta e que até pode ir a banhos, mas sem nadar ou mergulhar, e a água não deve passar da cintura.
    • Bandeira Vermelha: Indica que os banhos est~ao totalmente proibidos, sem qualquer excepção.

 

MUITO IMPORTANTE

"Lembre-se que uma criança pode afogar-se silenciosamente em menos de 3 minutos, em menos de um palmo de água. A forma mais eficaz de prevenção é o controlo do acesso à água!"

Fontes:

https://www.saudecuf.pt

https://maisturismo.org

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