SARAMPO

 

Desde o início do ano até 17 de abril foram notificados, em Portugal, 21 casos de sarampo confirmados pelo Instituto Ricardo Jorge. Segundo a Direção Geral da Saúde (DGS), a ocorrência de surtos de sarampo em vários países europeus, devido à existência de comunidades não vacinadas colocou Portugal, que tinha dado a doença como erradicada, em setembro do ano passado, em risco de importação de casos da doença, existindo um maior perigo de pessoas não protegidas adquirirem sarampo através do contacto com doentes ou com pessoas em período de contágio.

Situação em Portugal

Em Portugal, segundo a DGS a maioria da população encontra-se protegida porque foi vacinada ou porque desenvolveu anteriormente a doença. Desde 1974 que é incluída no Programa Nacional de Vacinação (PNV) a vacina contra o sarampo, sendo as coberturas vacinais com a 1ª e 2ª dose da vacina, em Portugal, superior a 95% desde, pelo menos, 2006. Este valor não é, no entanto, uniforme, existindo assimetrias regionais e locais, que podem aumentar o risco.

Doença

O sarampo é uma infeção viral, altamente contagiosa, geralmente benigna, mas, em alguns casos, pode ser grave ou mesmo fatal. O vírus responsável pela doença é do género Morbillivirus, da família Paramyxovirus. O período de incubação médio é de cerca de 10 a 12 dias, podendo variar entre 7 e 21, sendo mais prolongado nos adultos.

Clinicamente os doentes apresentam, inicialmente, um período catarral com febre, conjuntivite, coriza (inflamação das fossas nasais com corrimento nasal, acompanhado de espirros e congestão) e tosse. Entre o 3º e o 7º dia de infeção surge um exantema maculopapular, precedido 1 a 2 dias antes pelo aparecimento de pequenos pontos brancos na mucosa oral (manchas de Koplik).

O exantema pode ser acompanhado de um prurido ligeiro e inicia-se no rosto (normalmente atrás das orelhas), prosseguindo para o tronco e membros inferiores durante 4 a 7 dias. A erupção cutânea apresenta um aspeto de placas irregulares, planas e vermelhas, que aumentam em extensão e podem sofrer descamação. No pico da doença o doente sente-se muito prostrado, podendo a temperatura corporal ultrapassar os 40ºC.

As complicações podem resultar de replicação viral ou de superinfeção bacteriana, podendo ocorrer durante ou após o aparecimento da erupção cutânea e incluem, por exemplo, otite média, pneumonia, laringotraqueobronquite (crupe), convulsões febris, encefalite, e em casos muito raros (1 por 100 000), anos depois da doença aguda, panencefalite esclerosante subaguda. Destaca-se que nos adultos, normalmente, a doença assume uma forma mais severa e que os doentes imunocomprometidos podem não apresentar o exantema característico.

Transmissão

A transmissão ocorre por via aérea ou por contacto direto com secreções nasais ou faríngeas de indivíduos infetados. Embora possível, a transmissão através de objetos infetados com secreções é menos comum. Um doente infetado é contagioso entre 4 dias antes e 4 dias após o aparecimento do exantema. Em doentes imunocomprometidos, o período de contágio pode ser mais prolongado.

Prevenção

Não existe tratamento para a doença. A vacinação é a principal medida de prevenção, sendo gratuita e disponível a todos os portugueses. A vacinação é essencial não apenas para evitar a doença individualmente, mas para que seja possível controlar surtos e eventualmente, erradicar o Sarampo na Europa.

Neste âmbito, o PNV recomenda a vacinação com duas doses, uma aos 12 meses e outra aos 5 anos de idade. Doentes vacinados podem, em alguns casos, contrair a doença, no entanto, o quadro clínico é mais ligeiro e menos contagioso.

Fonte:

 

Nós aconselhamos

A Farmácia da Penha reforça a importância da vacinação e adverte para a necessidade de procurar de imediato o seu médico no caso de reconhecer algumas destas queixas e sinais da doença.

 

Fontes de informação complementares

Para mais informação, sugerimos a consulta dos seguintes sítios da internet:

> Direção Geral de Saúde (português)

> Sarampo (Fact Sheet) – Organização Mundial da Saúde (inglês)

 

 

 

 

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