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Vacinas COVID-19: Perguntas mais frequentes.

1. AS VACINAS CONTRA A COVID-19 SÃO SEGURAS?

Sim. As vacinas, para serem autorizadas a entrar no mercado português, têm de passar por diversas fases de investigação, incluindo ensaios clínicos em humanos. É ainda feita uma avaliação rigorosa dos especialistas da Agência Europeia de Medicamentos (na sigla inglesa, EMA). A sua aprovação garante que a vacina, além de ser eficaz na proteção contra a doença, também é segura.

2. COMO FOI POSSÍVEL DESENVOLVER VACINAS TÃO RAPIDAMENTE? OS ENSAIOS CLÍNICOS FORAM FEITOS COM MENOS PESSOAS DO QUE O HABITUAL?

Lembre-se: a COVID-19 é uma doença recente, mas os coronavírus não. Isso permitiu identificar rapidamente algumas vacinas que poderiam ter bons resultados. A investigação científica durante surtos causados, em anos anteriores, por outros coronavírus (como o SARS-CoV e o MERS-CoV) permitiu identificar como potencial base para uma vacina um antigénio (material capaz de originar resposta por parte do sistema de defesa do organismo) específico do vírus, uma proteína de superfície – a chamada proteína spike ou glicoproteína “S”. Além disso, houve uma partilha quase total da informação entre os diferentes grupos mundiais de investigadores. Os passos necessários para garantir a segurança e a eficácia destas vacinas foram todos dados, e as vacinas que chegam ao mercado tiveram, cada uma, ensaios clínicos com dezenas de milhares de pessoas, só que a análise da informação obtida foi feita logo após cada fase de ensaios, em vez de no final, como era habitual até aqui. Isso permitiu encurtar o tempo necessário até à aprovação de cada vacina.

3. PORQUE É QUE SE FALA DE TANTAS VACINAS, TODAS DIFERENTES?

Porque, à data, e de acordo com a informação da Organização Mundial de Saúde, existem centenas de vacinas em desenvolvimento, das quais dezenas já se encontram em fase clínica, ou seja, a ser testadas in vivo. As principais diferenças entre as vacinas residem na forma como induzem o organismo a adquirir imunidade. Apesar de diferentes mecanismos, as vacinas concorrem todas para esse mesmo fim – estimular as defesas do organismo.

4. HÁ VACINAS PARA A COVID-19 MAIS SEGURAS E/OU MAIS EFICAZES DO QUE OUTRAS?

Qualquer vacina recomendada pela Agência Europeia de Medicamentos e introduzida em Portugal terá de demonstrar qualidade, segurança e eficácia. As principais diferenças entre as vacinas são a forma como induzem o nosso organismo a adquirir imunidade.

5. HÁ VACINAS MAIS RECOMENDADAS DO QUE OUTRAS PARA PESSOAS COM DOENÇAS CRÓNICAS E RARAS?

Ainda não existe evidência ou conhecimento científico disponível em fontes oficiais para que seja possível, à data, dar resposta a esta questão.

6. ALGUMA DAS VACINAS FOI TESTADA EM PESSOAS COM DOENÇAS CRÓNICAS E RARAS?

Relativamente às vacinas já autorizadas, foram incluídas, nos ensaios clínicos, algumas pessoas com doenças crónicas, como patologias respiratórias e diabetes, tendo-se verificado, para ambas, que não houve diferenças clínicas significativas na eficácia global da vacina nestes grupos.

7. AS VACINAS mRNA PODEM ALTERAR OS MEUS GENES?

Não. As vacinas mRNA (tecnologia utilizada nas vacinas Comirnaty® e Spikevax®) levam à introdução de material genético no organismo, mas que em nenhum momento interfere com os genes de cada indivíduo. Por outro lado, o material genético da vacina não permanece no corpo da pessoa vacinada – desaparece pouco tempo após a administração da vacina.

8. POSSO SER INFETADO PELA VACINA?

Não, não é possível ser infetado por nenhuma das vacinas aprovadas para utilização na União Europeia, uma vez que nenhuma contém o vírus (SARS-CoV-2) que causa a COVID-19. No entanto, é possível contrair COVID-19 imediatamente antes ou após a vacinação, o que poderá levar ao aparecimento de manifestações da doença poucos dias após a vacinação. Assim, se tiver algum dos sintomas mais frequentes da doença (febre, tosse ou dificuldade respiratória), fique em casa e contacte a Linha SNS24 (808 24 24 24); na Região Autónoma da Madeira, a Linha SRS24 Madeira (800 24 24 20) ou, no Arquipélago dos Açores, a Linha de Saúde Açores (808 24 60 24).

9. AS VACINAS ADQUIRIDAS PROTEGEM DAS NOVAS VARIANTES DE QUE SE FALA?

O material genético dos vírus sofre naturalmente alterações – as chamadas mutações. É uma forma que os vírus encontraram para melhor se adaptarem ao contexto em que se inserem. Estas mutações ocorrem a ritmos distintos, consoante os vírus em causa tenham maior ou menor capacidade de se mudarem a si próprios. Assim se compreende que algumas vacinas contra doenças virais sejam eficazes durante muitos anos, fornecendo uma proteção duradoura, como acontece, por exemplo, com a vacina do sarampo. Já noutros casos, como a gripe, por exemplo, o material genético do vírus sofre alterações frequentes, pelo que a composição da vacina deve ser atualizada numa base regular (anual), para que continue a verificar-se eficácia. No que diz respeito ao SARS-CoV-2 e, consequentemente, à COVID-19, o tipo de mutações e a frequência com que ocorrem ainda estão a ser estudados, embora, à data, a informação disponível sobre as mutações já identificadas indique que a eficácia das vacinas aprovadas na União Europeia se mantém. Esta é, no entanto, uma informação em constante desenvolvimento, já que, quer o vírus, quer a doença são muito recentes e os dados científicos sofrem, por vezes, alterações, à medida que se evolui no conhecimento.

10. QUANTO TEMPO DURA A PROTEÇÃO DA VACINA?

À data, e pelos motivos indicados anteriormente, não é possível dizer por quanto tempo se mantém a proteção conferida pela vacina, se haverá necessidade de administrar reforços e, em caso afirmativo, qual a sua periodicidade.

11. QUAIS SÃO OS EFEITOS SECUNDÁRIOS DA VACINA? DEVO PREOCUPAR-ME COM OS MESMOS?

Como qualquer outro medicamento, também as vacinas contra a COVID-19 podem ter efeitos secundários. Estes podem variar consoante a vacina administrada, mas tendem a ser ligeiros e passageiros e incluem, por exemplo: dor no local de injeção; fadiga; cefaleia (dores de cabeça); mialgia (dores musculares); calafrios; artralgia (dores articulares); febre (uma temperatura alta, igual ou superior a 40ºC, é rara, e poderá indicar COVID-19 ou outra infeção). Embora mais raras, há ainda a ter em conta as seguintes reações: vermelhidão no local da injeção e náuseas. Estas manifestações tendem a durar menos do que uma semana. Contudo, caso continuem ou se agravem, deverá ser contactado o médico assistente ou a Linha SNS24 (808 24 24 24), na Região Autónoma da Madeira, a Linha SRS24 Madeira (800 24 24 20) ou, no Arquipélago dos Açores, a Linha de Saúde Açores (808 24 60 24), referindo sempre qual foi a vacina administrada.

12. QUAIS SÃO AS CONTRAINDICAÇÕES DA VACINA?

As contraindicações a ter em consideração, relativamente às vacinas já autorizadas, são: hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes mencionados nos folhetos informativos. No caso da vacina Vaxzevria®, são ainda descritas como contraindicações: história de síndrome de trombose com trombocitopenia (TTS) – caracterizada pela formação de coágulos sanguíneos, associada a um baixo nível de plaquetas, componentes do sangue que contribuem para o controlo de hemorragias (perdas de sangue) – após uma primeira dose da vacina, e história de síndrome de transudação capilar – síndrome rara, mas grave, caracterizada pela saída de fluidos dos vasos sanguíneos mais pequenos (os capilares) para os tecidos ao seu redor, resultando em queda da pressão arterial (“tensão”) e edema (inchaço), principalmente dos braços e pernas. Adicionalmente, foram notificados, para as quatro vacinas já aprovadas na União Europeia, acontecimentos de anafilaxia, reações relacionadas com ansiedade (incluindo reação vasovagal – síncope ou desmaio), que deverão ser tidos em conta no momento da administração da vacina: deve estar imediatamente disponível tratamento médico e supervisão. Aconselha-se, também, precaução na administração da vacina em pessoas a receber tratamento anticoagulante, ou que apresentem trombocitopenia ou qualquer perturbação da coagulação. É, ainda, aconselhado adiar a vacinação em caso de febre aguda grave ou infeção aguda. 

PARA MAIS INFORMAÇÕES, PODERÁ AINDA CONSULTAR:

•  https://covid19.min-saude.pt/vacinacao/

•  https://www.ema.europa.eu/en/human-regulatory/overview/public-health-threats/coronavirus-disease-covid-19/treatments-vaccines/covid-19-vaccines-key-facts

•  https://www.fda.gov/emergency-preparedness-and-response/coronavirus-disease-2019- covid-19/covid-19-vaccines.

  https://ec.europa.eu/commission/presscorner/detail/en/qanda_20_246

 

 

Fontes:

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